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Técnicas

Técnicas para pescar Robalos na Isca Artificial Jig Heads com Camarões

Robalos ocorrem em todo o litoral brasileiro do RS até o Maranhão, dividem-se em 3 espécies, com maior incidência no rios do Brasil. No total são seis que vivem no Oceano Atlântico.

No RS temos a presença constante da espécie Peva e alguns exemplares do Flexa. O Rio Mampituba e a Barra de Tramandaí estão em nossos destinos preferidos para a captura desse esportivo peixe. A seguir veremos algumas técnicas e segredos da pesca do Robalo com Jigs Heads, e Camarões Artificiais.

Premissa básica para a pesca do Robalo, é conhecer os hábitos dele.

Há muito tempo, li a Monografia apresentada pelo aluno Paulo Pinheiro Rodrigues do Curso de Graduação em Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo, realizada em 2005, na foz do Rio Doce, em Linhares, no Espírito Santo. Confrontei seus levantamentos com informações levantas em campo, pescando, guiando, participando e estudando planilhas de competições de Robalos. São informações incríveis, os Robalos são seres hermafroditas protândricos, sua sexualidade varia ao longo do ciclo de vida em função de eventos que atuam de modos distintos sobre os indivíduos e seu tamanho.

Aprender a pescá-lo, com estudo e observação, vão determinar o conhecimento dos movimentos dos cardumes, variações e amplitudes das marés, relacionar atitudes dos peixes conforme as estações do ano e te dar uma visão sub plena dos points de pesca no Rio.

Embora não seja uma regra, a pesca com Jigs Heads tem uma tendência de uso para épocas como outono e inverno. Os peixes começam a sentir a diferença de temperaturas das águas frias que vem da serra e passam a ficar mais próximos ao leito do rio.

Drops, poços e grandes canais mais profundos são um habitat perfeito para essas épocas. E nesses casos a ajuda do Fishifinder é fundamental, até porque os cardumes podem repentinamente subir e flutuar se nas correntes houver abundância de alimentos suspensos. Robalos tem sua dieta baseado em pequenos peixes, Camarões, Siris e Pitus e são exatamente iscas artificiais que imitam esses seres da natureza que usamos nos Jigs.

Ex.: Como esses acima dão uma idéia das iscas que poderemos usar para capturar o s Robalos. Existe no mercado uma infinidade de cores e tamanhos, mas todo o pescador tem suas preferidas. Disponibilidade de alimentos, cor da água e velocidade da maré poderão determinar a opção do dia. O mesmo acontece com o tipo e peso do Jig Head a ser usado. O pescador tem que estar apto a pró-atividade. Para mim, quesito importante para mudanças no equipamento, percepção rápida e muita atenção, podem ser o agente de sucesso ou fracasso em uma pescaria com Artificiais. A observação ou o conhecimento do lugar onde você ira pinchar seus Jigs, podem lhe dar a noção do que usar.

Também nos JIgs, a variação de pesos, tipos de anzol e modelos são uma constante. Pode-se pescar muito pesado, com Jigs de até uma onça em grandes profundidades com iscas de volume proporcional, ou Jigs pequenos de ¼ ou 1/8 de Oz que levarão pequenos camarões de u 3’ para profundidades necessárias no caso de a maré estar parada ou estufando.

1º Passo para a transformação: Retire o anzol e o chumbo originais e coloque o Jig escolhido, conforme as observações em que falamos anteriormente.

Upgrade – Pegue um Ratlin de vidro e introduza no orifício que você tirou o chumbo.

Pronto, agora temos uma isca que trabalha em todas as profundidades e turbinada. Com o Ratlin, teremos vibrações na isca, o Robalo tem sua linha lateral, localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, e composta por uma fileira de pequenos poros em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanorreceptores, que lhes permitem detectar pequenos movimentos e vibrações, utilizados na detecção das suas presas e também para evitar os seus inimigos.

Outro detalhe nessa modalidade, é o equipamento. Robalos são rápidos em suas Investidas, podem comer de duas formas, por sucção onde a abertura de seu ocêlo bucal na frente da presa irá sugá-la com uma quantidade de água , ou por mordida seguida de introdução por movimentos guelrais.

Na mesma velocidade com que ele ataca, pode cuspir a isca. Quando estiver trabalhando a isca a atenção ao “Tuke” que ele provoca no equipamento é fundamental. Com muita velocidade tem que ferrar (Vara para cima com consistência e mantém), fique atento a esse detalhe, é muito comum pescadores ferrarem os peixes e baixarem a vara para confirmar, isso é um erro, se afrouxar a linha na baixada da vara o peixe tem o espaço que precisa para se livrar do anzol.

Varas rápidas, entre 5.8 e 6.0’, carretilhas com linha fluorcarbon de 8 a 10 Lbs será um conjunto perfeito para iniciar na modalidade. Com o tempo e um pouco de experiência pode se usar linhas de até 6 lbs para ter melhor sensibilidade ao toque sutil. Linhas de Fluorcarbon não contém elasticidade, são mais firmes e na grande maioria muito fortes. Elas proporcionam um canal de informação ao pescador, se tiver uma batida seguramente irá senti-la em seu equipamento.

Gosto de usar os camarões artificiais da Maré, tamanhos pequenos e médios e que são disponibilizados em várias cores, minhas preferidas são Pérola – Ferrinho – Glow – Dourado e Verde/Limão.

As mares e suas variações praticamente ditam os horários dos Robalos comerem.

E muito comum você até ver o peixe olhando para sua isca e não ocorrer o ataque em função de maré. Gosto da condição especial de uma maré de Luas de 4º próximo as Luas grandes , nem muito forte e nem muito fraca. Nós repontes, quando muda a direção da corrente, também pode-se achar um cardume muito ativo e fazer uma boa pesca. Acontece muitos casos, de points que estão parados mesmo com o movimento da água mas a velocidade da maré ainda não é adequada para ativar o cardume. Por isso a paciência pode ser uma aliada em um dia de pesca.

O trabalho da isca deve ser em carregamentos leves seguidos de toques de ponta de vara, temos que dar vida a isca , o ratlin tem que vibrar para alerta-lo. Você pode usar a força da maré em seu auxilio, faça arremessos cruzados no pesqueiro e deixe que a isca passear com naturalidade entre os peixes , em muitos casos esse procedimento é ataque certeiro.




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