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Técnicas

Eficiência dos Cranks Baits

Quem diria, os Cranks Baits chegaram para ficar mesmo, e a quem duvidasse que os pescadores de Black Bass render-se-iam a esse modalidade. Em função da “febre” das iscas Softs e seus sistemas de pesca Finesse, durante muito tempo os Basseiros queriam montar Rigs e colecionar pacotes e mais pacotes de minhocas siliconadas, baixaram a libragem de seus equipamentos e praticamente guardaram as iscas de barbela. Competições de nível nacional onde enormes barragens fazem parte das raias de pesca estão mudando o comportamento dos pescadores, e arrisco dizer que para sempre. Em SP e no PR as varas de Glass mistas já estão na linha de frente da artilharia dos competidores. Vamos passear um pouco no mundo dos Cranks Baits e suas possibilidades na pesca do astuto Black Bass.

Quando começamos a pescar Blaks em competições no RS, por volta de 1995, pescávamos com plugs, entre eles as famosas Papa Blacks, as Ratlins e os Spiner Baits. Realmente paramos de pescar com essas iscas pelo fascínio que as Softs exercem em qualquer pescador e também pelo fato de nossos lagos terem muita vegetação aquática, propício aos Rigs Finesse. Ano passado fui competir na Barragem do Capivari no PR, era a última etapa do Brasileiro de 2008 e foi onde passei a me interessar pelos Cranks. Na ocasião em locais com águas profundas, bicos, drops e pauleiras pude comprovar sua eficiência e me render a sua produtividade. Bom, de lá pra cá, o estudo da matéria foi fundamental para o aprendizado, como tudo na vida.

Durante 1 ano realizei algumas experiências muito interessantes na Barragem da Divisa e no Lago da Arpia em Tainhas, em São Francisco de Paula/RS, e agora recentemente, na segunda etapa do Circuito Brasileiro de 2009, na Barragem de Atibainha em Nazaré Paulista/SP. Usei iscas de várias profundidades, cores e modelos e o que mais me surpreendeu foi a característica das capturas. Não tenho dúvidas que a correta interpretação das informações do Fishfinder, fora o agente responsável pelo sucesso . O comportamento dos peixes na Barragem com tamanha grandeza nós colocavam em xeque a toda hora. Pesquei em Atibaia durante 6 dias e foi muito comum a mudança de padrão dos peixes. Determinado dia ele estava lá batendo o ponto no horário treinado, em outro não dava as caras , e quando aparecia estava em horário diferente. Claro, vamos considerar que teve o movimento de muitos barcos treinando na semana da prova e um final de semana de “praia” em SP, nem precisamos falar quantos Jets e lanchas de passeio estavam navegando....hehehehe

Na etapa de domingo, executei a leitura no sonar, era fácil identificar a movimentação dos peixes, estávamos nos pilares de uma ponte e capturamos vários deles em águas com até 14 Mtr de profundidade e peixes flutuando entre 8 e 9 Mtrs nós rigs Softs com trabalho lento. Um barco do RS que estava junto a nós , até nesta situação conseguiu tirar um peixe no Crank Bait.

Nos treinamentos notei que em alguns bicos, peixes solitários e ou em duplas vagavam a 4 e 5 Mtrs e foi quando iniciei os longos pinchos.

Estava usando uma Vara Kistler de 7’ com ação de até 25 Lbs moderada, carretilha shimano SF 100 com multifilamento 16 Lbs e leader mono de 5 Mtr 0.30 Milmtrs. Enfim, arremessos de até 60 Mtrs provocando uma boa abrangência e cobertura nos bicos e drops. Não deu outra, sempre que me propunha praticar a pesca de Crank o resultado logo aparecia, foi um show, muito bom.



Sem dúvidas, a pesca de Crank exige do pescador um esforço físico maior. Alongar o arremesso é fundamental para uma cobertura perfeita da área do pesqueiro.

Tecnicamente a calma, a visão sub e a sensibilidade na hora de carregar a isca é o segredo. Quando o Crank bate na água tem que se ter a exata profundidade do leito e a altura que os peixes estão. A escolha do Crank certo é fundamental, são iscas compostas de barbelas longas médias e curtas. Se você está pescando em uma área em que a profundidade é 5 Mtr mas os peixes estão entre 3 e 4 Mtrs boiados, a escolha correta são por Cranks que nadam de 10 a 12 pés e assim sucessivamente. Se o lugar das investidas é composto com galhadas, pedras e estruturas a atenção é necessária para a identificação dos “stops”. Primeiramente, você coloca energia no carregamento para afundar o Crank , no segundo passo você imprime um carregamento lento para o Crank nadar na profundidade ideal. Dê algumas trabalhadas de ponta de vara e pequenas paradinhas. Se o Crank tocar algo é hora da atenção, pare rapidamente o carregamento e sinta o equipamento. Como diz um velho filósofo da pesca, tocos, pedras e estruturas não andam. Sentiu ação ou movimentos no equipo “ Strike”: vara para cima com consistência e mantém. Dessa forma você sentirá o tipo de peixe que fisgou. Se nada acontecer imprima novamente o carregamento lento. E não esqueça, embora na grande maioria peixes que estão boiados podem não percorrer distâncias grandes para atacar uma presa, temos exemplo de capturas praticamente embaixo do barco nesta modalidade .

Equipamentos recomendados: Varas longas 6.6, 6.8 até 7’.10”, “slow Action” entre 14 e 20 lbs

Linha Multifamento, garante sempre um bom e longo arremesso por não ter a memória indesejada das fluors e monos. Um leader clear de monofilamento de 5 Mtr, entre 0,30 e 35 mm e um Snap.

Carretilhas e ou molinetes a gosto do pescador .

Alguns dos melhores modelos de Crank Baits do planeta:

Alerta – CrankBaits tem garatéias grandes e afiadas, seu peso e volume carregam as varas com muita força e velocidade. Temos que ter um cuidado extremo. Trancos na carretilha, iscas escapando em velocidade de “macacos” em arbustos e até mesmo num peixe, e posicionamento errado dos companheiros na embarcação podem causar sérios danos. Então vamos redobrar a atenção quando usarmos CrankBaits, ok?

Onde pescar na modalidade: Divisa, Lago da Arpia, Barragem Capivari PR, Barragem, Atibainha SP, etc...



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