Onde Pescar
Robalos de Tramandaí
Pouco lembrado, menos ainda conhecido. Dividindo as praias de Imbé e Tramandaí, o rio se estende por muitos e muitos quilômetros,
oferecendo diversos pontos de pesca.
Não sendo um rio muito “tranqüilo“ quanto às condições de pesca, pois é ligado a diversas lagoas e é acompanhado por um longo trecho de granjas
de arroz a sua margem. Com isso, um pouco de vento e até mesmo uma fraca chuva são suficientes para deixar a água suja, prejudicando a pescaria,
sendo ela de iscas artificiais.
Acordo cedo, com meu barco já na água, tomo meu chimarrão na beira do rio em minha casa, carrego minhas tralhas e começo minha pescaria.
Passo a ponte e sigo em direção ao canal de Imbé, atravesso a lagoa e, em alguns minutos, chego aos primeiros pesqueiros. Sem referências
de lugares, por ser um rio com junco, aguapé e com campos nas margens, fica difícil explicar ou até mesmo marcar onde ficam os pontos de
pesca, confundindo até à mim mesmo em algumas ocasiões.
Subindo o rio me deparo com várias ilhas, podendo passar pelo lado direito ou pelo esquerdo. Nas pontas dessas ilhas costumam ser bons
pontos de pesca, pois com a forte correnteza que desce dos dois lados, forma um remanso no bico de cada uma delas onde podemos encontrar
cardumes de lambaris, sardinhas e pequenos peixes que se tornam alvo fácil para o Robalo!
Subindo um pouco mais, logo passo pela ponte da Estrada do Mar, atravessando mais uma lagoa e entrando em outro canal. Canal das Malvas!
Sem ilhas, costumo pescar bem no final do canal, onde o rio faz várias curvas, em alguns barrancos também costuma ser produtiva
a pesca, em alguns drop off e estruturas que encontrei insistentemente pescando.
Ao final deste canal, vamos para o último ponto, passando a lagoa das Malvas, onde atravesso toda ela e entro na barra do João Pedro.
Sendo esse o ponto mais crítico da pescaria, pois a entrada do rio é muito rasa. Em algumas ocasiões, chega a parecer uma praia de areia
branca quando a maré está baixa. Nesse caso, a entrada precisa ser feita caminhando e empurrando o barco. Nesse canal, a pescaria é muito
parecida com as anteriores, não tendo estruturas à vista, pescamos em curvas e barrancos antes da ponte de Capão da Canoa, pois logo depois
da ponte o canal acaba na lagoa dos Quadros.
Os canais tem uma profundidade média de 4,5 metros, variando de 2m a 8m. Normalmente, o peixe come bem no fundo, com um trabalho lento e arrastado. Nesses canais, a forma de trabalho da isca costuma ser bem diferente de como a pesca em outros lugares. O peixe comporta-se de forma muito diferente. É bom sempre deixar as técnicas básicas de lado e estar disposto a aprender jeitos, maneiras e técnicas diferentes para sua captura.
As melhores condições de pesca ocorrem lá, quando temos o vento sul ou minuano, pois o mesmo faz a maré encher forte em Tramandai,
segurando bastante a maré nos canais já que os mesmos não enchem, por isso se dá a forte correnteza quando a condição é normal.
Sobre as iscas usadas, costumo usar camarão maré pequeno com jig de 5g a 9g, dependendo da correnteza. Isso é o que tenho usado no inverno e
no verão, já que nunca pegamos peixe no plug, talvez por causa da forte correnteza.
Jumping jig também pode ser bem eficiente em alguns casos, tive bons resultados com ele, porém só uso em casos extremos.
Ao final, gostaria de deixar uma mensagem que se aplica em todos os lugares, em especial essa por ser “minha casa”.
P.R.E.S.E.R.V.E.
Por MARCO LAUCK
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