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Onde Pescar

Pescaria de Robalos na Região de Areia Branca-RN


Foto 1 – Vista do mangue, lugar de encontro dos famosos Robalos flechas

Há tempos que os amigos Yuri Mamede e Henrique Oliveira esperavam ansiosos para começar a nova operação de pesca no Nordeste, a “Pesca Extrema”. Fui convidado para participar da pescaria inaugural da primeira temporada do Pesca Extrema e claro sem hesitar um momento aceitei o convite. Junto comigo estariam também participando da pescaria inaugural Newton Pavan sócio proprietário da REDAI e Jansen Irioda, consultor técnico e desenhista das varas REDAI. Seriam dois dias de pescaria para conhecer novos rios e também para sonhar em tirar um desses monstros prateados que tem saído com regularidade nas águas quentes do Nordeste. Dias antes da pescaria já com a ansiedade tomando conta, tive a oportunidade de ir ao Castanhão desafiar os Tucunarés pinimas. Bom mas esse relato fica para uma próxima matéria.

Nessa mesma pescaria colocaríamos a prova as novas varas da REDAI modelo Mamushi desenhadas específicamente para a pesca de jighead modalidade que seria empregada para buscar no fundo os grandes Robalos flechas. Devido ao tamanho dos exemplares e uso de jighead pesados estaríamos utilizando varas de 12-20 libras que apesar da libragem são extremamente leves e de uma sensibilidade impressionante, fator chave para sentir o trabalho dos jigheads ao tocar no fundo.


Foto 2 – Newton Pavan, Jansen Irioda e Henrique Oliveira

De Fortaleza nos deslocamos em torno de 300 km para fazer a pescaria na região de Areia Branca-RN. A estrada em boas condições proporcionou uma viagem tranquila e passamos ainda por usinas eólicas no caminho que chamam muito a atenção pelo tamanho das torres, região essa de muito vento.


Foto 3 – Usinas Eólicas

O primeiro dia de pesca começou com a gente subindo o primeiro de um dos rios a ser explorado para pescar muito perto da barra já que a maré começava a encher. Batemos vários pesqueiros porém, sem sucesso, nesse momento ventava muito, o que dificultou bastante à pesca. O lugar impressiona por ser muito bonito só que dessa vez infelizmente não tivemos ação. Soubemos que o outro barco tinha tido algumas ações, porém nenhum peixe foi embarcado.  


Foto 4 – Pesqueiro perto da barra com estrutura fora d’água na maré baixa

Bom, nós decidimos subir o rio para tentar pescar em outros pesqueiros já conhecidos dos guias. Foi em uma ponta de ilha que presenciamos o primeiro Robalo grande da pescaria. Estávamos pescando lado a lado quando o Henrique na outra embarcação fisgou um belo flecha o Robalo deu um salto rente ao mangue e mesmo um pouco de longe deu para ver que o peixe era dos bons. Barco afastado da margem muito trabalho e peixe embarcado para a felicidade de todos.

Ainda rodamos mais duas vezes nesse mesmo ponto, porém nada de ação. Então resolvemos nos deslocar para outro pesqueiro em busca do nosso primeiro Robalo. Pescamos um pouco com plugs de meia água e sticks e finalmente conseguimos fisgar alguns Robalos pequenos, mas longe do que estávamos procurando, então decidimos voltar para a pesca de fundo com jighead. Foi ai que tive minha primeira ação. Estava trabalhando o jig na margem do mangue quando o mesmo caiu em um drop, sinto a pancada forte na vara, infelizmente não consigo confirmar a fisgada e fica na imaginação de que tamanho o peixe poderia ser. Algum tempo depois é a vez do Yuri ter uma ação. Yuri num trabalho bem executado fisga o primeiro peixe que pela força da para imaginar que não é coisa pequena. O peixe começa brigando bem e o guia afasta o barco da margem. Quando achamos que o peixe está prestes a subir para vermos a cara do Robalo, ele dispara para a margem toma 15 a 20 metros de linha, detalhe: fricção da carretilha travada e encontra uma estrutura para arrebentar a linha com tudo. Fico besta de ver a corrida desse peixe, realmente é um submarino. Passada aquela frustração pelo grande exemplar perdido voltamos à ativa. Numa nova passada no pesqueiro num trabalho cadenciado do jighead sinto a segunda ação, dessa vez não vacilo, fisgada firme! Impressiona a corrida do peixe, vejo que o peixe é bom e trabalho com calma para retirá-lo da água. Para minha felicidade tudo corre bem e consigo registrar esse belo exemplar. Em seguida liberamos para que possa fazer a felicidade de outro pescador esportivo.


Foto 5 – Belo exemplar do rei do mangue.

Voltamos a tentar alguns pesqueiros na barra, porém o vento aumenta muito e por isso já não possibilita a pesca. Decidimos encerrar o dia para podermos descansar e começar tudo de novo no próximo amanhecer.

Dia novo, energia renovada e vamos para a briga novamente. Na mesma estratégia tentamos bater na barra no começo da maré enchente, porém mais uma vez o peixe não esta lá. Voltamos para pescar um pouco de plugs e encontramos um cardume de Robalos pequenos que fazem a diversão. Mais de uma dúzia de peixes fisgados em um cenário que parece um aquário devido à transparência da água, por um minuto parece que estamos até no Caribe!

Para quem pesca Robalo no plug sabe que não importa o tamanho do peixe, é sempre um prazer ver o risco prateado atacando as iscas!


Foto 6 – Duble de Robalos no plug.

Depois de terminar a brincadeira voltamos a pescar no pesqueiro onde eu tinha tirado meu primeiro Robalo de porte e onde o Yuri perdeu o peixe grande do dia anterior. É nesse mesmo pesqueiro que o Yuri tem uma ação boa e acaba premiado com um belo exemplar na faixa dos seus 7 kg. Fotos tiradas e mais um exemplar devolvido para a água.


Foto 7 – Yuri e um lindo exemplar de Robalo flecha de grande porte.

Depois de mais uma passada decidimos voltar a outro pesqueiro onde o Henrique tinha fisgado um belo peixe. Chegamos ao pesqueiro e eu renovo minhas energias, pois a qualquer momento posso topar com outro grande exemplar. No terceiro arremesso sinto o Robalo sugar o camarão no jighead e ferro o peixe. Nosso guia rapidamente tira o barco da margem e me permite brigar no limpo com esse submarino prateado! Várias tomadas de linha depois e consigo por as mãos no meu maior Robalo até então! Felicidade extrema, nesse momento agora é só fotografar para registrar a captura e liberar mais esse gigante.


Foto 8 – Guilherme e seu Robalo, no fundo a estrutura preferida da espécie.

Encontramos com o outro barco e tivemos notícias de mais um exemplar grande e um pequeno cardume de peixes de 2 a 3 kg fisgados. Todos satisfeitos encerramos mais essa aventura já pensando quando vai ser a próxima oportunidade de encontrar de novo com os submarinos prateados!


Foto 9 – Foto do grupo, parceria garantida.

Agradecimento especial aos amigos do Pesca Extrema Yuri Mamede e Henrique Oliveira.

Equipamentos utilizados na pescaria:

Vara 12- 20lbs, 6´3 Redai modelo Mamushi- carretilha ShimanoChronarch 200E7com 120 m de linha 40 lbs – líder 0,70 (para jighead até 35 gramas)

Vara 8-15lbs, 6’2 Redai modelo Mamushi– carretilha ShimanoChronarch200E7 com 120 m de linha 30 a 40 Lbs – líder 0,60mm (para jigheads até 18 gramas)

Vara 8 -14lbs, 5´8 Redai modelo Black Mamba- carretilha ShimanoChronarch200E7 com 120 m de linha 25 lbs – líder 0,50mm (para plugs)

Jigheads com pesos variando entre 18 e 35 g, anzóis entre 4/0 e 5/0

CamarõesMonster nas cores verde, cobre, vermelho, dourado, etc.



Quem leva:CobrasPesca POA – pesca@cobraspesca.com.br Fones (51) 3061.0014 51 9735.5410


Grande abraço,



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