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Fishing Report

Entrevista com Yuri Mamede – Pesca Extrema

Yuri como surgiu a ideia de criar a Pesca Extrema?
Trabalhar com pesca esportiva sempre foi um sonho para mim e para o Henrique. O plano de montar uma operação de pesca de robalos, em nossa região, vinha sendo desenvolvido há dois anos, mas ainda faltava um estímulo, algo que nos mostrasse que o momento tinha chegado. Isso aconteceu de outubro de 2013 a abril de 2014, quando começamos a pescar de forma regular na região de Areia Branca - RN. A sequência impressionante de fantásticas pescarias realizadas por nós, com exemplares de grande porte numa frequência tão regular, nos levou a ver que proporcionar aquilo aos pescadores de todo o país seria algo incrível, algo que deveria começar já.



A pesca de robalos no Nordeste começou a se desenvolver a pouco tempo. O que mais contribuiu para isso?
A facilidade da disseminação de informações na internet como vídeos, fotos e relatos de pesca, o trabalho árduo de associações de pesca como a APEECE (Associação de Pesca Esportiva do Estado do Ceará) na descoberta e divulgação de novos destinos de pesca, a realização de campeonatos locais que estimulam o incremento de novas técnicas de pesca e a evolução no uso de materiais, foram fatores decisivos nesse processo. Ainda há muito que evoluir, mas a semente esta bem plantada aqui no Nordeste.



Você foi por muito tempo presidente da APEECE (Associação de Pescadore Esportivos do Ceará), fale um pouquinho dessa associação.
A APEECE nasceu em 2009 da ideia determinada de um grupo de pescadores, aqui de Fortaleza, em se organizar para buscar ações de defesa do Castanhão. A barragem começava a despontar como um dos melhores locais para pesca de tucunarés fora da região amazônica, e os riscos que essa exposição traria poderiam colocar em xeque o futuro desse destino maravilhoso.

Quando assumi a presidência em 2010 agreguei alguns outros objetivos que julgamos ser importantes para o desenvolvimento da pesca esportiva no Ceará, que seriam o estímulo à descoberta de novos destinos de pesca, a criação do Circuito APEECE de Pesca Esportiva, a realização de cursos técnicos com pescadores referência no Brasil (Nelson Nakamura, Lester Scalon, Juninho, dentre outros) e a intensa cobrança junto ao poder público de ações de fiscalização contra a pesca predatória no Castanhão e demais destinos do Ceará.

Com essas metas a APEECE cresceu, nosso campeonato se tornou uma feliz e promissora realidade. O Governo do Estado do Ceará deu resposta com ações regulares de fiscalização, crescemos em número e consequentemente, nos tornamos conhecidos no cenário da pesca esportiva do país. Muita coisa ainda tem que se desenvolver, estamos no começo, mas acreditamos estar no caminho certo.

Hoje a APEECE conta com 70 associados Nosso campeonato está no seu 5º ano e somos presididos pelo Daniel Coêlho, grande amigo, pescador e muito determinado em seguir com o trabalho.



Hoje o Ceará está à frente de outros estados nordestinos no quesito de pesca esportiva. O que você acha que pode ser feito para que o tema evolua também em outros estados do Nordeste?
Temos tido a oportunidade de conversar com representantes de praticamente todos os estados da região, e o que temos falado para todos é que a formação de associações estaduais é o ponto fundamental para o desenvolvimento da pesca esportiva local.

As associações, se bem projetadas e com um corpo de associados forte e representativo, vira uma referência, um ponto de convergência de ideias, projetos, ações conjuntas e coordenadas, um disseminador de informações e uma legítima representação de todo o setor da pesca no estado.

Isso aconteceu no Ceará com a APEECE, por isso o estado despontou como referência no Nordeste. Isso deve acontecer com os demais no devido tempo, para o bem da pesca esportiva em toda a região.



Quais são as principais técnicas para pescar o robalo que vocês utilizam? Alguma especificamente é mais produtiva?
Nossa tradição de pesca de robalos aqui no Ceará sempre foi de pesca com camarão vivo, pela grande facilidade de se conseguir essas iscas. Nunca me conformei muito com isso, pois simplesmente não pescávamos onde não tinha isca viva. Perdíamos muitas oportunidades. Sempre lia reportagens de pesca de robalos com iscas artificiais no Sul e no Sudeste e sabia que se aplicássemos essas técnicas aqui, seriamos muito bem sucedidos.

Em Janeiro de 2011, trouxemos o Nelson Nakamura aqui para ministrar um curso de Técnicas de Pesca de Robalos com iscas artificiais, para nossos associados. Aí o panorama começou a mudar. Começamos a aplicar as técnicas de pesca aprendidas com ele, e pesquisadas na internet, colocamos provas de robalo no nosso campeonato, aliadas ao intercâmbio com pescadores de outras regiões, com isso a pesca de robalos virou febre no Ceará e no Nordeste.

Utilizamos técnicas variadas como pesca com plugs em galhadas, em costões, em praias, mas o uso da técnica de pesca de fundo com iscas soft (jighead), embarcado e em estuários de rios, foi a grande revolução. Começamos a ter resultados fantásticos, em vários rios diferentes. O apoio da Termosoft (Camarão Monster), na pessoa do Delano Algayer, nos impulsionou, resultados impressionantes vieram e chamamos a atenção do país.



Nos rios que a Pesca Extrema opera existem outras espécies também, fale um pouco dessas outras espécies.
A operação atuará exclusivamente nos estuários, em seus canais. Nesses ambientes o robalo domina, mas é muito comum capturarmos xaréus, baby tarpons, caranhas e pescadas.

Cada espécie dessas tem um período de maior incidência e a pesca específica de cada uma deve ser bem planejada, fora os robalos que durante todo o pico da temporada que vai de outubro a abril, tem sua presença mais constante.

Somente no Ceará temos dez bons estuários para pesca de robalos, fora os outros estuários que estão no Piauí e no extraordinário Rio Grande do Norte, onde iniciaremos nossa primeira temporada. Temos muito potencial a ser desenvolvido.



Na operação você tem um sócio, o Henrique, fale um pouquinho de como a parceria se formou?
Conheço o Henrique Oliveira a cinco anos. Fazemos parte de um grupo de pesca chamado TBFT – Tucunas Brasil Fishing Team e desde então pescamos juntos. Começamos com os tucunarés, depois comecei a me dedicar aos robalos e em seguida trouxe o Henrique comigo para essa modalidade.

Pescamos juntos de forma bem frequente a dois, e do fim de 2013 para cá, com as grandes pescarias que fizemos resolvemos iniciar o projeto do Pesca Extrema, inclusive com o Henrique sendo um dos capitães das embarcações. Meu papel será administrativo, comercial e estratégico no empreendimento.

Uma das coisas importantes a falar sobre o Henrique é a sua paixão e grande dedicação na produção de vídeos de pesca. Há alguns anos ele investe muito tempo nesse hobbie e muito do desenvolvimento, divulgação e crescimento da pesca esportiva do Ceará e no Nordeste se deve a esse trabalho dele.

No Pesca Extrema, pretendemos dar muita força a habilidade dele e aproveitar esse potencial na divulgação e registro das pescarias de nossa operação e de nossos clientes.



Recentemente você fechou uma parceria com o a Cobras Pesca POA para que eles possam representar vocês no sul do Brasil. Porque trabalhar com essa operadora?
Nossa operação buscou potencializar sua atuação comercial no Rio Grande do Sul, um polo de grandes e apaixonados pescadores de robalos. Encontramos na Cobras Pesca POA um parceiro com tradição, profissionalismo e seriedade para nos representar da melhor forma, não só no Rio Grande do Sul, mas aonde o alcance de seu trabalho se mostrar.



Você mantém alguma parceria com fabricantes de material para pesca de robalo?
Temos duas fortes parceiras.

Uma com a Monster 3X, referência no segmento de iscas soft. Nossa parceira com a Monster e nossa amizade com o Delano e toda a equipe Monster, é de muito tempo, antes mesmo de concretizarmos a ideia do Pesca Extrema. Enche-nos de orgulho fazer parte desse time de vencedores, contribuir com o que há melhor em termos de iscas soft no Brasil, e talvez no mundo e ainda compartilhar os resultados fantásticos que seus produtos nos proporcionam na pesca de robalos.

Temos uma parceria muito forte com a REDAI, na pessoa do Newton Pavan, Jansen Irioda e toda a equipe REDAI. Buscamos nessa parceira firmar um trabalho com o que há de mais moderno, sério e de mais qualidade no mercado de varas do país. A REDAI por sua vez apostou na força do nosso trabalho e no alcance que uma parceira como a nossa teria em termos de divulgação e crescimento conjunto.

Estar com os que são referência e participar da criação de produtos com esse nível de excelência, nos enche de alegria e orgulho. Não é para menos, pois as duas empresas foram as grandes vencedores do Pesca Trade Show 2014. A Monster foi pela segunda vez seguida considerada a melhor isca soft do ano, e a REDAI, em sua primeira participação na TRADE SHOW, venceu a categoria de melhor vara e o grande prêmio de melhor produto da feira.



Qual são os objetivos da Pesca Extrema?
Proporcionar a todos os pescadores que vierem pescar conosco as mesmas emoções que temos vivido em nossas muitas pescarias aqui.

Dar a oportunidade a eles de enfrentar grandes robalos, e outros troféus da pesca esportiva, com conforto, segurança e seriedade. Conhecer lugares fantásticos e com uma natureza ímpar. Sempre buscando o melhor.

Conquistando esse objetivo todos os outros como crescer, se tornar referência no mercado e mostrar o Nordeste para mundo virão de forma natural.




Por: Guilherme Steffen.



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