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Fishing Report

Conversamos com Luciano Leme o Lule

O BassNook Conversou com Luciano Leme o Lule, atual Campeão Paulista de Pesca Esportiva, Guia profissional de Pesca em Nazaré Paulista, competidor e amante da Pesca do Black Bass.

O início de tudo:

Luciano Leme , 42 anos , Economista. Guia de pesca de Black Bass desde 2003.

Barco Quest 258 com motorização 85 HPs

Sempre fui amante da pesca de um modo geral. Na minha infância morei no litoral, onde tive meu primeiro contato com a pesca. Desde lá sou um aficionado e a 11 anos atrás resolvi desvendar os mistérios da Pesca do Black Bass.

Lia artigos em revistas e ficava deslumbrado com este astuto peixe até que resolvi comprar meu 1º barco e ir atrás do Black. Como sou auto didata, apanhei muito para descobrir como pegar este peixe. Na época em que iniciei no esporte da pesca do Bass , o acesso a informações não era tão farto como é hoje , o jeito era “espionar” outros pescadores com binóculo. Nunca sai com guias de pesca na minha iniciação e isso fez com que eu desenvolvesse algumas particularidades em minha forma de pescar, principalmente com o meu característico Carolina Rig o qual me deu o título de Sr Carolina.

Alguns resultados da temporada 2009.

1ª Etapa Paulista = 3º lugar - Represa Nazaré Paulista

2ª Etapa Paulista = 2º Lugar - Represa Nazaré Paulista

4ª Etapa CNPE = 2º lugar - Represa Nazaré Paulista

5ª Etapa CNPE = 1º lugar - Represa Nazaré Paulista

4ª Etapa Paulista = 1º Lugar – Represa Cachoeira da Fumaça

5ª Etapa Paulista = 5º Lugar – Represa Nazaré Paulista

Atual Campeão Paulista e 1º do Ranking em São Paulo.

Quando e porque você iniciou sua vida de Guia profissional de Pesca ao Black Bass.

O que me levou a iniciar na pesca de Black Bass foi o desafio de aprender a pescar um peixe considerados por muitos um dos mais difíceis e que põe a prova as técnicas, conhecimento dos locais de pesca, equipamentos , e a habilidade do pescador.

Me tornei Guia, meio que aos poucos e naturalmente , pois alguns pescadores que sabiam que eu aprendera pescar o Bass, me procuravam e me pediam para ensiná-los. Também foi uma forma de subsidiar minhas horas na água. O Dinheiro ganho como guia é totalmente reinvestido na própria pesca sendo na aquisição de equipamentos e despesas com as próprias pescarias.

Fale um pouco da sua preparação para um prova de campeonato.

Preparação, eis um ponto que levo muito a sério. Treinos são fundamentais, porem com uma metodologia, pois não adianta ficar constantemente batendo os pontos que se pretende bater na prova, isso não é “treinar” e sim pescar.

É difícil sacrificar o que pode ser um dia produtivo de pescaria, mas uso dos treinos para descobrir novos pontos, para ver onde outros pescadores estão batendo, para determinar padrões e principalmente descobrir a “hora” de bater o ponto para finalmente definir um roteiro para a etapa . (Costumo fazer anotações dos treinos para facilitar na formatação do roteiro a ser batido na prova)

Outro fator, elimine riscos e surpresas desnecessárias fazendo um meticuloso Check List e revise tudo, como : baterias, acessórios (aerador, passaguá, balança) motor elétrico e os equipamentos de pesca, linhas, varas etc.

Sendo assim, após definido roteiro e padrão comportamental do peixe (+ ou - ) , já sei quais os Rigs que utilizarei e já separo um estojo com as iscas que pretendo usar, pois assim ganho tempo durante a etapa, sendo desnecessário ficar procurando dentre tantos pacotes de minhocas onde está aquela X. Para quem quer levar a serio um campeonato, deve-se preparar como verdadeiro atleta, tendo uma a boa alimentação na véspera, evitar extravagâncias e ter uma boa noite de sono.



Qual o rig preferido e porque?

Carolina, pois acho bastante versátil, sendo usado em qualquer época do ano, com trabalhos de fundo, na caída, até mesmo meia água, apenas com alterações no tamanho do chicote, peso da chumbada e forma da isca. Este Rig, contrariando um pouco o tradicional Carolina arrastado, na minha concepção é o Rig em que monto no meu melhor equipamento, pois considero o mais difícil de sentir a pegada do peixe (quando esta manhoso) , sendo primordial uma boa sensibilidade nas mãos, pois muitas vezes o peixe coloca sua isca na boca e você nem percebe.

Sua visão em relação a tecnologia hoje empregada em equipamentos de pesca ao Black Bass.

Hoje, em termos de tecnologia, temos muitas opões desde potentes barcos, equipamentos eletrônicos sofisticadíssimos e vários fabricantes de equipamentos de pesca específicos para a pesca do Black Bass de altíssima qualidade.

Para quem tem condições, com a facilidade conquistada pela globalização e as compras pela net, muitos pescadores (me incluo) tem um verdadeiro arsenal nas mãos, contudo o principal e felizmente insuperável “cérebro” do pescador, é o que realmente é mais determinante para seu sucesso.

Você é hoje um pescador de ponta nos certames estaduais da Pesca ao Black Bass, como você enxerga o futuro das competições no Brasil?

A cada ano que passa, os Clubes e associações estão se tornando mais maduros e estruturados, com eventos e campeonatos muito organizados, e isso tudo graças a muita dedicação de poucos (corajosos) que resolveram abraçar a causa.

Infelizmente, ainda estamos muito aquém em termos de divulgação, espaço na mídia, apoio e patrocínios, pois muitos ainda pensam que a pesca do Bass é de uma minoria elitizada e não investem nem acreditam no potencial dela. Como exemplo, mesmo antes de sonhar em pescar Bass lia todo artigo relacionado a pesca do Black Bass, ou seja, nunca pesquei Trutas mas nem por isso deixo de ler quando sai alguma matéria relacionada a este assunto. Não importa a categoria, pesca e pesca.

A reação acaba sendo em cadeia. Por exemplo, a mais ou menos 10 anos atrás vi uma revista (americana) com um belo Bass boat na capa, um pescador com uma roupa toda colorida ( com vários patrocinadores), os equipamentos de 1ª espalhados pelo barco e isso ficou gravado em meu subconsciente e acredito que a partir daquele momento iniciou um processo de desejo por querer um dia ter um belo barco, por comprar aquele equipamento e desejar estar no lugar daquele pescador. Isso é o que fomenta a pesca, ou seja, um ciclo sendo a divulgação, provocar o desejo, vender, produzir e anunciar. spero que mais empresários do ramo da pesca despertem para isso.

Opinião de que forma podemos formar mais pescadortes Esportivos de Black Basses.

Divulgando, incentivando e popularizando.

Recado para os iniciantes...

Pensem em na pesca sempre com camaradagem (entendimento entre pessoas que têm interesses comuns), humildade, dedicação, respeitando e preservando a natureza e sempre jogando limpo. Isso o tornará um Campeão.





Luciano Leme



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